30.10.08
Wiggolly DantasOutro dia parei para ver Lewis Hamilton na Fórmula 1. Depois, pensei nos gênios Tiger Woods e Michael Jordan. Lembrei que Barack Obama está com um pé na Casa Branca.
Cismei. Fui catar na lista de top 45 da ASP e nada, nenhum negro. Fred Pattachia é polinésio, Adriano fica no moreno. Logo o surfe, expressão maior da liberdade, esporte que unia reis e comuns dentro d'água no Havaí pré-James Cook.
Daí, lembro de Jojó de Olivença. Lembro de Tinguinha Lima. Olimpinho. Não dá para esquecer deles e de outros. E torço para outros mais, que estão agora na luta por um lugar ao sol, como Lucinho Lima e a maior de nossas maiores promessas, Wiggolly Dantas.
É hora de quebrar o paradigma.
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16.4.08
Surfe Deluxe volta das férias divulgando a lista "Surfer Hot 100 Best Young Surfers on the Planet". No enorme bolo de fenômenos do futuro, há apenas três brasileiros. Em quarto lugar, está Adriano Mineirinho, atrás apenas do sul-africano Jordy Smith, do australiano Julian Wilson e do francês Jeremy Flores. Em trigésimo-terceiro, aparece Wiggolly Dantas e, logo em seguida, o brasileiro que compete pelo Havaí Kiron Jabour. Na lista do surfe feminino e da grommet publicada pela Surfer, o Brasil passa em branco.
O texto publicado sobre Mineirinho (13/02/87) oscila entre o elogio pelo histórico de títulos e a crítica às performances em ondas mais pesadas, sobretudo as do Havaí. A Surfer lembra que, obrigado a decidir a vaga no Havaí, Adriano acabou permanecendo apenas pela "bolha de reclassificação do WQS". Mas, lembra a revista, 2008 pode ser a redenção do brasileiro, com uma nova estratégia de competição, um treinador contratado e dedicação de um tempo considerável de treino a ondas como Teahupoo e Pipeline.
Sobre Wiggolly Dantas (16/12/89) - para a Surfer, Wiggolly Dantes - a revista sai pelo caminho inverso. Diz que ele quebra o estereótipo dos surfistas brasileiros de "guerreiros de ondas pequenas" pela sua predileção por ondas como Pipeline e Teahupoo. Declarou Wiggolly: "Eu amo Pipeline por ser uma bela esquerda. De Teahupoo, gosto por ser uma onda perigosa." Faz sentido.
No parágrafo dedicado a Kiron (10/01/91), a Surfer diz que parece ter feito um "smart move" ao se mudar cedo para o Havaí. Lembra da vitória do garoto no Pro-Junior nas ondas de 8 a 10 pés de Sunset, passando por cima de outros Hot 100 mais bem posicionados, como John John Florence (n. 14) e Mason Ho (n. 18). A vitória, para a revista, mostra que Kiron é mais que um garoto apenas capaz de voar sobre o lip e soltar a rabeta.
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